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Fiat 500 pode ganhar motor mild-hybrid e aumentar produção na Itália

Carro branco Fiat 500 Hybrid estacionado em ambiente interno próximo a estação de recarga elétrica.

Não é 1º de abril, mas parece: a terceira geração do Fiat 500, apresentada em 2020 e concebida para ser 100% elétrica, pode acabar recebendo, em 2-3 anos, uma opção a gasolina com sistema mild-hybrid.

A notícia, publicada primeiro pelo jornal italiano Il Corriere della Sera, acabou confirmada à Automotive News Europe por fornecedores que falaram sob condição de anonimato.

Segundo essas fontes, a Fiat já teria procurado parceiros e fornecedores para cotar uma elevação da capacidade anual do 500 em Mirafiori (Itália) para 175 mil unidades. Para comparação, em 2023 saíram apenas 77 260 unidades do Fiat 500 elétrico. A estimativa é que, desse total de 175 mil, cerca de 100 mil sejam do novo 500 com motor a combustão.

Questionados sobre o tema, representantes da marca não negaram o contato com fornecedores, mas preferiram não fazer comentários adicionais.

Decisão incomum, mas com motivo

O caminho mais comum tem sido adaptar plataformas originalmente a combustão para receber conjuntos totalmente elétricos. Aqui, ocorre o inverso: por que a Fiat seguiria nessa direção?

A decisão envolve uma combinação de fatores - de regras regulatórias a aspectos políticos. Vale lembrar que a Fiat mantém o plano de se tornar uma marca exclusivamente elétrica na Europa até 2030 e, inicialmente, não pretendia atualizar o 500 a combustão diante das novas normas de segurança da União Europeia. A ideia era que o 500 elétrico, mais recente, assumisse o papel e passasse a ser o único 500 à venda.

Nesse cenário, apenas o Panda continuaria como opção urbana com motor a combustão. Por isso, a Fiat investiu na atualização do modelo para atender às novas exigências, com produção estendida até 2027.

De todo modo, o 500 a combustão teria a fabricação encerrada neste primeiro semestre de 2024. Até porque a planta de Tychy, na Polônia, onde ele é montado, será direcionada exclusivamente a Jeep Avenger, Fiat 600 e ao futuro Alfa Romeo Milano.

O problema é que o 500 elétrico (produzido na Itália), depois de um começo animador, não vem alcançando as expectativas da Fiat. A meta era sustentar um ritmo de 90-100 mil unidades por ano, mas a desaceleração da demanda por elétricos tem afetado diretamente o modelo.

Essa queda de produção tem preocupado os sindicatos italianos, com a previsão de novo recuo neste ano - mesmo após a Fiat ter iniciado recentemente as exportações para o mercado norte-americano.

O que esperar do novo Fiat 500 com motor a combustão?

Ao adaptar o 500 elétrico para acomodar um motor a combustão e, ao mesmo tempo, elevar consideravelmente o volume fabricado, a Fiat pode não apenas reduzir essas apreensões, como também aliviar as tensões entre a Stellantis e o governo italiano. A meta do governo é manter a produção automotiva no país em, pelo menos, um milhão de unidades por ano.

O conjunto mecânico cogitado é o já conhecido três-cilindros em linha de 1 litro, com sistema mild-hybrid de 12 V e 70 cv, usado hoje no 500 a combustão e no Panda.

De acordo com a Automotive News, a “transformação” do 500 elétrico para receber a motorização mild-hybrid pode levar entre 18 meses e 24 meses. Assim, a fabricação do novo Fiat 500 *mild-hybrid* poderia começar ainda no fim de 2025 ou, no mais tardar, no primeiro semestre de 2026.

Não é o fim da segunda geração do Fiat 500

Embora esteja previsto o encerramento da produção, em junho, da segunda geração do Fiat 500 na Polônia, isso não significa o fim do compacto lançado em 2007.

A montagem do modelo será transferida para a Argélia, em uma nova fábrica em Tafraoui-Orano, com capacidade de produzir 90 mil unidades por ano. Isso deve viabilizar a venda do pequeno 500 a combustão em mercados fora da Europa, como o Oriente Médio e a África.

Fonte: Automotive News Europe

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