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Audi mantém a eletrificação e quer ultrapassar BMW e Mercedes-Benz com o Q6 e-tron

Carro elétrico Audi Q6 E-Tron prata exposto em showroom moderno com iluminação suave.

Mesmo enfrentando obstáculos no desenvolvimento do Q6 e-tron - que empurraram o projeto em cerca de um ano - a Audi diz estar mais determinada do que nunca a acelerar a eletrificação e não esconde o objetivo de passar à frente dos dois principais concorrentes, BMW e Mercedes-Benz.

Em conversa com a publicação alemã Automobilwoche, o CEO da Audi, Gernot Döllner, assegurou que a marca de Ingolstadt, na Alemanha, não pretende voltar atrás na sua estratégia de eletrificação, ao contrário do que vem acontecendo com várias montadoras - incluindo a própria Mercedes-Benz.

Isso porque, recentemente, a marca de Stuttgart comunicou uma revisão no seu plano de eletrificação, empurrando por alguns anos a meta de se tornar 100% elétrica.

Do outro lado, a BMW - outra rival direta da Audi - sempre adotou uma postura mais “reticente” e jamais cravou um adeus definitivo aos motores a combustão.

A eletrificação é o caminho

O primeiro grande movimento do plano de eletrificação da Audi acaba de se materializar com a chegada do Q6 e-tron, o primeiro modelo da marca a adotar a plataforma Premium Platform Electric (PPE), desenvolvida em conjunto com a Porsche. É essa mesma base que sustenta o novo Porsche Macan elétrico.

Na sequência, o próximo Audi apoiado na PPE será o A6 e-tron (e A6 Avant e-tron), cuja apresentação ainda é esperada para este ano.

Além dessas duas novidades, a montadora alemã prepara uma ofensiva de mais de 20 modelos entre 2024 e 2025, incluindo elétricos, híbridos plug-in e versões exclusivamente a combustão.

Mais adiante, em 2030, Döllner afirma que a oferta ficará mais enxuta e com menos complexidade.

A velocidade de transformação pode flutuar aqui e ali, mas o tema principal é claro: nós vamos tornar-nos 100% elétricos. Este é o caminho e isso está tecnologicamente claro.

Gernot Döllner, CEO da Audi

Por isso, o executivo reforça a ambição de encerrar a produção de veículos com motor a combustão na Europa e na América do Norte até 2033, mesmo prevendo que a procura por esse tipo de produto caia já a partir de 2026:

Veremos volumes de vendas significativamente reduzidos para motores de combustão já em 2026, de maneira que o truque para nós será conseguir uma organização inteligente do portfólio.

Gernot Döllner, CEO da Audi

Eletromobilidade como única solução

Döllner também comentou o ambiente de instabilidade política que hoje cerca a indústria automotiva, sobretudo porque faltam poucos meses para as eleições europeias (em junho) e para as presidenciais dos Estados Unidos (novembro).

Ainda assim, mesmo com a aprovação recente - por parte dos decisores europeus - de uma versão da Euro 7 mais favorável aos motores a combustão do que o inicialmente previsto, o CEO não vê a eletrificação total ameaçada.

“Atualmente não há outra tecnologia além da eletromobilidade que possa alcançar esses objetivos (redução das emissões)”, disse o executivo, antes de acrescentar:

Mesmo que haja disposição para mudar as leis novamente, não teríamos uma nova situação política antes do final desta década. Até lá, as regulamentações atuais continuam em vigor e somos capazes de agir dentro delas.

Ultrapassar BMW e Mercedes-Benz

Olhando para o que vem pela frente, Döllner aponta uma prioridade clara: quer ver a Audi superar os seus dois rivais históricos, BMW e Mercedes-Benz.

Nem o fato de a BMW estar se preparando para revelar sua nova geração elétrica, com os Neue Klasse, nem o movimento semelhante da Mercedes-Benz com a plataforma MMA - que estreia em 2025 com o novo CLA - é suficiente para reduzir essa ambição.

Ainda assim, ele reconhece que o desafio é grande: “O nosso objetivo não é apenas estar em pé de igualdade, mas sim ficar à frente desses dois concorrentes, e temos um longo caminho a percorrer”, afirmou.

Fonte: Automobilwoche

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