Em 1991, o Opel Frontera foi apresentado ao mundo e acabou marcando o começo de uma nova fase para a marca alemã. A proposta não era a de um 4x4 “raiz”, mas ele trazia o conjunto certo para encarar “estradas ruins”.
Agora, 33 anos depois, o Opel Frontera retorna ao portfólio. Só que, em vez de seguir a ideia de um “veículo lúdico com tração integral” - como a Opel o descreveu em 1991 - ele passa a atuar como um SUV compacto de uso familiar, chegando para ocupar o espaço do Crossland.
Na dianteira, o Opel Vizor aparece de forma bem evidente, reforçando a identidade visual mais recente da marca. O conjunto inclui a assinatura luminosa em LED e o Blitz redesenhado ao centro, que, nestas primeiras imagens, surge pintado de preto.
Já na traseira, há lanternas bipartidas, o Blitz da Opel no meio e o nome Frontera em grande destaque, ocupando quase toda a largura da tampa do porta-malas.
Para sublinhar um visual mais “parrudo”, os contornos das caixas de roda e dos para-lamas foram trabalhados com linhas mais marcadas.
Visto de perfil, o novo Opel Frontera é onde mais dá para perceber a origem do projeto. Ele mostra semelhanças claras com o novo Citroën C3 Aircross - por enquanto revelado apenas na versão para os mercados indiano e sul-americano -, com o qual divide a plataforma, repetindo a lógica que já existia entre Crossland e o C3 Aircross atualmente comercializado.
Espaço e tecnologia
Por dentro, um dos pontos que mais chama atenção no Opel Frontera é o Pure Panel, formado por duas telas de 10”. Uma delas fica dedicada ao quadro de instrumentos, enquanto a outra serve ao sistema multimídia. Outra novidade é a nova “estação” voltada ao smartphone, que deve permitir o controle do aparelho por meio de comandos no volante, por exemplo.
Além disso, o pacote de série traz uma área de carregamento por indução para smartphones e entradas USB na frente e atrás. Para manter tudo organizado, o interior oferece vários porta-objetos, em diferentes tamanhos.
Um detalhe menos óbvio está no formato dos bancos dianteiros, que adotam a solução Intelli-Seat, pensada para evitar pressão excessiva no cóccix e, assim, aumentar o conforto.
Na parte de trás, o porta-malas entrega 460 litros de volume e inclui um segundo piso, útil para guardar itens menores. Quando for preciso ampliar a capacidade, o banco traseiro pode ser rebatido, elevando o volume para 1600 litros.
Dois caminhos para o Frontera
No capítulo das motorizações, a Opel aponta dois rumos diferentes: um conjunto totalmente elétrico e outro com sistema híbrido de 48 V. Por enquanto, porém, não foi divulgada mais nenhuma informação técnica sobre eles.
Ainda assim, se fosse preciso arriscar um palpite, a expectativa ficaria no motor de 115 kW (156 cv) para a versão 100% elétrica e, no híbrido de 48 V, no conjunto que une o 1.2 PureTech a gasolina a um motor elétrico integrado na nova transmissão automática (dupla embreagem) de seis marchas. Potência combinada? 136 cv.
Quando chega?
Os primeiros Opel Frontera a chegar ao mercado português serão os equipados com sistema 100% elétrico. Em termos de calendário, a estreia das primeiras unidades está prevista para o próximo mês de julho.
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