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Diretor da Geely em Portugal tem “ambição chinesa” e quer ser Top 3

Carro elétrico branco Geely PT3 carregando em estação com vista para ponte e rio ao fundo.

A estreia da Geely em Portugal não foi planejada para acontecer devagar, “testando a água” aos poucos. Segundo João Reis, diretor-geral da marca no país, o objetivo é alto - e a intenção é ocupar um lugar de destaque desde o início.

Em um cenário cada vez mais disputado, com várias marcas novas desembarcando nos últimos anos, a Geely entra em Portugal por meio do Grupo Salvador Caetano e pretende se diferenciar por três pilares: foco em segurança, uma rede forte de pós-venda e uma gama inicial que não fica restrita a modelos 100% elétricos.

A Geely decidiu entrar agora porque queria vir com uma proposta de valor sólida, ter uma forma de endereçar o mercado consistente e garantir que desde o primeiro momento não comete erros”, afirmou João Reis nas Auto Talks da Razão Automóvel, gravadas no ECAR Show 2026, em Lisboa.

João Reis, diretor-geral da Geely Portugal, e Miguel Dias, coordenador de mídia da Razão Automóvel

@ Pedro Alves / Razão Automóvel - João Reis, diretor-geral da Geely Portugal, e Miguel Dias, coordenador de mídia da Razão Automóvel.

A ambição é chegar ao topo dos eletrificados

A meta definida para Portugal é direta. João Reis não coloca a Geely apenas entre as marcas que chegam para “aparecer” e construir notoriedade aos poucos. Para ele, o patamar pretendido é bem mais alto.

Sem dúvida que a Geely vai querer ser um protagonista no mercado nacional nos próximos cinco anos”, disse, antes de elevar ainda mais o tom: “A Geely quer ser Top 3 (nos eletrificados), no mínimo”, reforçou o executivo, deixando claro que não se intimida com o tamanho do plano traçado:

Se me perguntarem a mim, eu acredito que podemos ser o número 1 (nos eletrificados). Portanto, a ambição chinesa não me assusta, é esse o desejo que tenho para a marca.

Raízes europeias

Embora esteja chegando agora a Portugal como marca independente, a Geely está longe de ser um nome desconhecido na indústria automotiva europeia. A controladora, o Geely Auto Group, tem sob seu guarda-chuva marcas como Volvo, Polestar, Lotus, Smart e Zeekr - esta última também estreou recentemente no mercado português.

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Aquilo que a Geely foi buscar à Volvo , que foi buscar à Lotus, é sem dúvida uma grande mais-valia para a qualidade de construção”, afirmou João Reis. O recado é objetivo: a fabricante quer se afastar da antiga associação a uma “marca chinesa de baixo custo” - um estigma que, por anos, marcou parte da indústria asiática.

O mercado português está preparado?

A dúvida faz sentido. Portugal segue sendo um mercado relativamente pequeno dentro da Europa, e a disputa entre eletrificados nunca foi tão intensa - principalmente considerando que, nos últimos anos, mais de duas dezenas de novas marcas passaram a operar no país.

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Ainda assim, a Geely entende que há espaço para avançar. E existe um ponto que a distingue: ao contrário de algumas marcas chinesas que entraram apostando apenas em modelos 100% elétricos, a Geely decidiu começar de outra forma.

A ofensiva inicial inclui dois SUVs eletrificados: o Starrary EM-i, híbrido com recarga na tomada, e o E5, 100% elétrico. Mas um nome apareceu de maneira recorrente na conversa com João Reis: o do Geely E2.

Geely E2 (traseira em 3/4)

© Geely - Em 2025, o E2 foi o carro elétrico mais vendido da China e o segundo mais vendido em nível mundial.

O modelo ainda não chegou à Europa, mas, na China, já virou um fenômeno de vendas: foi o elétrico mais emplacado do país em 2025 e o segundo carro elétrico mais vendido do mundo.

João Reis considera que o E2 reúne os ingredientes necessários para repetir o desempenho em Portugal, onde deverá estrear no último trimestre deste ano.

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A confiança como prioridade

Ganhar participação de mercado é importante - mas, para a Geely, conquistar confiança pode ser ainda mais determinante. Por isso, João Reis voltou várias vezes aos temas de pós-venda, garantia e assistência técnica, pontos que ainda geram dúvidas em parte dos consumidores europeus quando o assunto são marcas chinesas recém-chegadas.

Queremos que o cliente não tenha dor de cabeça quando compra um Geely”, disse João Reis, acrescentando que todos os modelos da marca contam com oito anos de garantia e cinco anos de manutenção programada.

Geely E5

© Razão Automóvel - Geely E5.

Até o fim do ano, a marca quer chegar a 10 espaços abertos em Portugal. Para o executivo, a meta é inequívoca: “garantir desde a nossa chegada um conforto grande para os nossos clientes”. E, para isso, a Geely mira “que num raio de 30 km todo mundo tenha acesso a um espaço da marca”.


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Em qual modelo europeu se baseava o chinês Zotye M300?

  • FIAT Multipla (correta)
  • Mercedes-Benz Classe B
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Se quiser conferir: Sabiam que o Fiat Multipla teve uma “segunda vida” na China?


Sobre o autor

Miguel Dias
Futebol e carros, duas paixões que o acompanham. Começou trabalhando com a primeira, mas acabou entendendo que o que realmente o fazia feliz era a segunda.

Tags

  • Marca: Geely
  • Etiquetas: ECAR SHOW; ECAR SHOW 2026; Geely; Geely auto

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