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Carro sujo: a triste realidade e as exceções à regra

Carro esportivo cinza metálico estacionado em showroom moderno com piso de concreto polido.

Manter o carro do dia a dia com aquele aspecto de limpeza quase impecável é o tipo de missão praticamente impossível - e, pior, muitas vezes a gente nem percebe o quanto isso dá trabalho. Com crianças no meio da equação e pouco tempo livre, ter o carro sujo vira quase uma certeza.

E o cenário se repete: uma sequência de dias chuvosos seguida de sol forte, uma rua que estava em obras, um “alívio” extremamente certeiro de algum pássaro… além de tantos outros “fenômenos” que aparecem com uma frequência bem maior do que eu gostaria.

O que mais vejo por aí são carros cuja aparência de sujeira passa muito do limite do que eu aceitaria para o meu transporte cotidiano. Tem gente que admite nunca ter lavado o carro, mesmo anos depois de comprar. Sério. Eu simplesmente não conseguiria.

Quando a lavagem de pressão vira a saída rápida

Na maior parte das vezes, diante desses cenários, é só questão de tempo até eu checar quais moedas estão no bolso para conseguir fazer uma parada rápida numa lavagem de pressão.

Por que eu fujo das máquinas de rolo

Só que… atenção: nada de lavagem em máquina de rolo. Fico sempre com a sensação de que a pintura nunca mais vai ficar igual; nesse caso, prefiro mesmo que o carro continue sujo.

Ainda assim, existem situações em que essa “urgência” de lavar o carro demora um pouco mais para aparecer.

As exceções à “regra”

Quase todas essas exceções têm a ver com viagens. Por exemplo, eu sou uma das poucas pessoas que realmente gosta de dirigir na chuva - pelo menos quando ela está moderada e ainda dá para enxergar bem. O barulho constante acaba me acalmando, confesso.

Por outro lado, nessas mesmas viagens o carro parece ficar de uma cor só, com exceção da faixa em que as palhetas passam no vidro. Por alguns minutos - algumas horas, vai - eu até gosto de ver o carro sujo e de como a água e a sujeira acabam desenhando os contornos da carroceria, quase como uma mini aula de aerodinâmica.

Foto primeiro, lavagem depois

Outra situação clássica é aquela ida à praia, principalmente quando tem um trecho de estrada de terra e a poeira parece grudar na lataria. Vira uma lembrança de um bom momento em família - mas essa lembrança acaba assim que sai a foto. O próximo destino é, sem dúvida, a lavagem.

Ainda no verão, existem também estradas que deixam a dianteira do carro coberta de insetos. De novo, a explicação é a mesma: são marcas de bons momentos e das memórias que a viagem traz. Só que, quando a viagem termina, a rotina se repete. Fotografia e lavagem.

Carro sujo? A triste realidade

O maior “problema” do carro aqui de casa é que não sou eu quem dirige todos os dias. E quem dirige não tem a mesma “necessidade” de vê-lo impecável (ou quase) como eu tenho. Resultado: passam-se meses sem chegar nem perto de uma lavagem, e há períodos em que parece que as quatro estações resolveram morar no carro - o spray da chuva se mistura com os mosquitos e com a poeira da praia.

Some isso ao tom de ferodo nas rodas e a outras atrocidades que só me fazem respirar fundo, fingindo que nem reparei. O melhor é esperar o fim de semana e tentar encaixar uma passada rápida numa lavagem a jato.

Ao contrário do que muita gente diz, sujeira não protege a pintura e, mesmo que ninguém queira admitir, todo mundo gosta de ver o próprio carro como no dia em que o viu pela primeira vez. Na maioria dos casos, pelo menos.

E nem me perguntem sobre o interior do carro. Isso fica para outra hora.


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