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A mudança que estamos acompanhando na Europa - do carro a combustão para o carro elétrico - vem sendo encarada como uma chance valiosa para as montadoras… chinesas, e a BYD é um exemplo bem claro disso.
Já muito consolidada no seu mercado doméstico, a BYD iniciou agora a expansão internacional e “aterrissou” na Europa no segundo semestre de 2022.
Em 2023, esse avanço tende a ganhar ritmo e alcançar praticamente todo o “velho continente” - e Portugal está na lista. O início das operações no mercado nacional está previsto para breve.
Para quem ainda não conhece a BYD: a marca entrou no setor automotivo em 2003, mas a atuação não se limita a carros. Seus ônibus elétricos, por exemplo, já circulam em estradas de Portugal e do restante da Europa há alguns anos.
Talvez o ponto mais relevante sobre a BYD, porém, seja o fato de que, além de fabricar veículos, ela também desenvolve e produz as próprias baterias - é uma das maiores fabricantes de baterias do mundo -, o que, em princípio, lhe garante uma vantagem competitiva importante.
Uma mão cheia de modelos
A estreia no mercado automotivo europeu, no ano passado, aconteceu com um trio de elétricos: Atto 3, Tang e Han. Os dois primeiros são SUVs - compacto e grande, respectivamente -, enquanto o Han é um sedã elétrico de grandes dimensões.
O Atto 3 deve ser, muito provavelmente, o modelo com mais potencial para ajudar a BYD a se firmar na Europa. Ele se posiciona como rival de opções como o Kia Niro EV, por exemplo. E chegou ao continente com credenciais fortes, ao conquistar a classificação de cinco estrelas nos exigentes testes do Euro NCAP.
A Razão Automóvel já teve a oportunidade de dirigi-lo e registrou o momento em vídeo durante o evento de lançamento europeu da BYD, no ano passado. Veja o modelo em detalhe:
Ainda assim, a BYD não demorou para reforçar a ofensiva europeia. E, há poucas semanas, apresentou o Dolphin e o Seal. Os dois chegam ao mercado ainda neste ano.
BYD Dolphin, o mais acessível
O maior destaque fica para o BYD Dolphin, que vai assumir o papel de porta de entrada da marca chinesa.
Esse elétrico é menor que o Atto 3 - mede 4,29 m de comprimento - e deve se encaixar em uma faixa intermediária entre o segmento B (compactos) e o segmento C (familiares compactos).
Como todo BYD, ele vem equipado com baterias LFP, que têm custo mais baixo - saiba tudo sobre elas -, e promete duas capacidades. A maior é de 60 kWh (427 km de autonomia) e a outra, menor, ainda não teve dados divulgados.
Com essa bateria menor, o objetivo da BYD é oferecer o Dolphin com preço inicial na casa dos 30 mil euros. Conheça-o com mais detalhes:
BYD Seal, o anti-Model 3
Já o BYD Seal vai entrar em um segmento dominado pelo Tesla Model 3 e que vem ganhando mais tração com a chegada de várias novidades. O Hyundai IONIQ 6 foi uma delas, e a Volkswagen revelou na semana passada, na China, o ID.7.
O Seal é menor que o Han, mas, mesmo assim, entrega 4,8 m de sedã elétrico. Ele aposta em linhas fluidas e aerodinâmicas e promete até 570 km de autonomia com a bateria de 82 kWh.
Com chegada prevista para o outono, o Seal estreia tecnologias novas, como a Cell-to-Body. Se você quer entender do que se trata, conheça este modelo em mais detalhe:
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